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[1] Argumento 5 — Jeremias 10.23: “Eu sei, ó Senhor, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos”.

[2] Uma vez mais, você distorce o claro sentido do texto. Você afirma que essas palavras significam que Deus, e não o homem, é o causador de acontecimentos que têm um final feliz, e que isto nada tem a ver com a ideia do “livre-arbítrio”.

[3] Mas, porventura, as palavras de Jeremias precisam de qualquer explicação? É óbvio que Jeremias simplesmente quis dizer que a obstinação do povo, ao rejeitar a Palavra de Deus, o havia convencido de que o homem, por força própria, é incapaz de praticar o que é direito.

[4] Porém, mesmo supondo que a sua ideia esteja correta, que benefício procede dela? Pois, se um homem não pode fazer meros eventos naturais terminarem de modo feliz, como poderia fazer qualquer coisa proveitosa no que concerne ao seu destino espiritual?

[5] Você ainda argumenta que muitas pessoas reconhecem a necessidade da graça de Deus para viverem corretamente, afirmando que elas buscam essa graça orando diariamente pela ajuda divina, e que, ao assim fazerem, estão lançando mão do esforço humano.

[6] Mas nem por isso você está comprovando o poder do “livre-arbítrio”. Pois quem solicitará a ajuda do Senhor, senão aqueles em quem habita o Espírito Santo?

[7] Aquele que ora, assim o faz pelo Espírito de Deus (Rm 8.26,27).

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