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[1] Argumento 8 — A cooperação do homem com Deus não comprova o “livre-arbítrio”.

[2] Você se utiliza de um bom número de ilustrações que descrevem a cooperação do homem com as operações divinas. Por exemplo: “O agricultor faz a colheita, mas é Deus que a dá”.

[3] É óbvio que tenho plena consciência da cooperação do homem com Deus, mas isso nada prova a respeito do “livre-arbítrio”.

[4] Deus é onipotente. Ele exerce total controle sobre tudo quanto Ele mesmo criou. E isso inclui os ímpios, os quais, à semelhança daqueles a quem Deus justificou e transportou para o seu reino, cooperam com Deus neste mundo. Todos os homens precisam seguir e obedecer aquilo que Deus tenciona que eles façam.

[5] O homem em nada contribuiu para a sua própria criação. E, uma vez criado, o homem não faz qualquer contribuição para permanecer dentro da criação de Deus. Tanto a sua criação como a sua contínua existência são inteira responsabilidade do soberano poder e bondade de Deus, que nos criou e nos preserva sem qualquer ajuda nossa.

[6] Antes de ser renovado, para fazer parte da nova criação do reino do Espírito, o homem em nada contribui para preparar-se para essa nova criação e reino.

[7] Por semelhante modo, quando ele é recriado, em coisa alguma contribui para ser conservado nesse reino.

[8] Somente o Espírito de Deus tanto nos regenera quanto nos preserva, sem qualquer ajuda de nossa parte.

[9] É como Tiago diz: “Pois, segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como que primícias das suas criaturas” (Tg 1.18).

[10] Não obstante, Deus não nos regenera sem que tenhamos consciência do que está sucedendo, porque Ele nos recria e preserva precisamente com esse propósito: que venhamos a cooperar com Ele.

[11] E o que é atribuído ao “livre-arbítrio” em tudo isso? Que resta para o “livre-arbítrio”? Nada! Absolutamente nada!

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