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[1] Argumento 7

[2] O “livre-arbítrio” não tem valor porque as obras nada têm a ver com a justiça do homem diante de Deus.

[3] Passarei agora a considerar os argumentos de Paulo, em Romanos 4.2,3: “Porque se Abraão foi justificado por obras, tem de que se gloriar, porém não diante de Deus. Pois que diz a Escritura? Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça”.

[4] Ora, Paulo não nega que Abraão era um homem justo. Mas o ponto em questão é que essa justiça não lhe outorgou a salvação.

[5] Ninguém discorda que as obras más não são aceitáveis diante de Deus. Isso é óbvio. O argumento paulino, entretanto, é que nem mesmo as boas obras nos tornam aceitáveis diante de Deus.

[6] Elas merecem somente a sua ira, jamais o seu favor.

[7] Em Romanos 4.4,5, Paulo contrasta a pessoa “que trabalha” com aquela que “não trabalha”. A justificação, que equivale a aceitação diante de Deus, não é atribuída “ao que trabalha”, mas àquele que “não trabalha”, mas crê no Senhor.

[8] Não há posição intermediária.

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