Aviso ao leitor
Este livro - Testamento dos Doze Patriarcas - é um escrito judaico do período do Segundo Templo, provavelmente composto entre os séculos II a.C. e II d.C., com possíveis interpolações cristãs posteriores. A obra apresenta discursos atribuídos aos filhos de Jacó e circulou amplamente na Antiguidade como literatura edificante e sapiencial. Não integra o cânon bíblico nas tradições protestante, católica romana ou ortodoxa, sendo classificado como literatura pseudepigráfica. Sua inclusão nesta biblioteca tem finalidade histórica, literária e comparativa, contribuindo para o entendimento do ambiente religioso e moral do judaísmo antigo e de sua influência sobre o cristianismo primitivo, sem implicar canonização ou equiparação de autoridade às escrituras reconhecidas pelas diferentes tradições cristãs.
[1] Cópia das palavras que Benjamin ordenou aos seus filhos para que as observassem. Ele tinha cento e vinte e cinco anos, e depois de beijar a cada um deles, disse:
[2] Assim como Isaque nasceu a Abraão em sua velhice, eu também fui gerado em Jacó. Minha mãe Raquel morreu durante o meu nascimento e eu não tinha como ser alimentado; portanto, tive de mamar em Bila, que era criada de Raquel.
[3] Minha mãe ficou estéril por doze anos após ter dado à luz a José, mas orou ao Senhor com jejuns durante doze dias, até que engravidou e concebeu a mim.
[4] Meu pai amava a Raquel com ternura e orava para que pudesse ver dois filhos nascerem dela. Portanto, eu fui chamado Benjamin, que significa “Minha força”.

