[1] Agora, meus filhos, se aproxima a minha morte, pelo que com franqueza vos digo: Apartai-vos dos espíritos da mentira e do ódio, e amem a verdade com longanimidade, pois se assim não fizerdes é certo que perecereis.
[2] O ódio é cego, e o homem irascível não respeita a ninguém que seja leal.
[3] Porque ainda que esse lhe seja como um pai ou uma mãe, ele o terá como inimigo, e ainda que lhe seja como irmão, ele o desconhecerá.
[4] Se for um profeta do Senhor, ele o desobedecerá; se for um homem justo, ele o aborrecerá; e mesmo que seja o seu melhor amigo, ele não o considerará.
[5] Porquanto o espírito do ódio o tenha envolvido com o seu malho de engano, e lhe cegado os olhos com as trevas da mente para que veja apenas o que lhe é conveniente.
[6] Logo, com que se satisfarão os seus olhos, senão com a ira alojada no coração? – Por isso ele tem inveja do seu irmão.

