[1] Outra prática se tornou agora comum: os que estão jejuando retêm o ósculo da paz, que é o selo da oração, após a oração feita com os irmãos.
[2] Mas em que momento a paz deve ser mais plenamente confirmada com os irmãos do que quando, em ocasião de alguma observância religiosa, a nossa oração sobe com maior aceitação?
[3] Assim, eles mesmos poderão participar de nossa observância e, desse modo, ser levados à brandura ao tratar com seu irmão acerca da própria paz deles.
[4] Que oração é completa, se está separada do santo ósculo?
[5] A quem a paz impede, quando alguém presta serviço ao seu Senhor?
[6] Que espécie de sacrifício é esse, do qual os homens se retiram sem paz?
[7] Seja qual for a nossa oração, ela não será melhor do que a observância do preceito pelo qual somos instruídos a ocultar os nossos jejuns.
[8] Pois agora, ao nos abstermos do ósculo, ficamos conhecidos como pessoas que estão jejuando.
[9] Mas, ainda que haja alguma razão para tal prática, para que não venhas a ofender contra esse preceito, talvez possas adiar a tua paz em casa, onde não é possível manter teu jejum inteiramente em segredo.
[10] Porém, em qualquer outro lugar onde possas ocultar a tua observância, deves lembrar-te do preceito.
[11] Assim, poderás satisfazer às exigências da Disciplina fora de casa e, em casa, às exigências do costume.
[12] Do mesmo modo, no dia da Páscoa, quando a observância religiosa do jejum é geral e, por assim dizer, pública, com justiça deixamos de lado o ósculo, pois não há motivo para ocultar aquilo que fazemos em comum com todos.

