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[1] Argumento 18

[2] Saber que a salvação não depende do “livre-arbítrio” pode ser muito reconfortante.

[3] Confesso que eu não gostaria de possuir “livre-arbítrio” ainda que o mesmo me fosse concedido!

[4] Se a minha salvação fosse deixada ao meu encargo, eu não conseguiria enfrentar vitoriosamente todos os perigos, dificuldades e demônios contra os quais teria de lutar.

[5] Porém, mesmo que não houvesse inimigos a combater, eu jamais poderia ter a certeza do sucesso.

[6] Eu jamais poderia ter a certeza de haver agradado a Deus, ou se haveria ainda mais alguma coisa que precisaria fazer.

[7] Posso provar isso mediante a minha própria dolorosa experiência de muitos anos.

[8] Porém, a minha salvação está nas mãos de Deus, não nas minhas. Ele será fiel à sua promessa de salvar-me, não com base no que eu faço, mas em conformidade com a sua grande misericórdia.

[9] Deus não mente, e não permitirá que o meu adversário, o diabo, me arranque de suas mãos.

[10] Por meio do “livre-arbítrio”, ninguém poderá ser salvo. Mas, por meio da “livre graça”, muitos serão salvos.

[11] E não somente isso, mas também alegro-me por saber que, como um cristão, agrado a Deus, não por causa daquilo que faço, mas por causa de sua graça.

[12] Se trabalho muito pouco ou errado demais, Ele, graciosamente, me perdoará e me fará melhorar. Essa é a glória de todo cristão.

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