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[1] Argumento 8 — Deuteronômio 30.19 — a lei é designada para nos dar conhecimento do pecado.

[2] Essa é a terceira passagem que você cita a favor do “livre-arbítrio”.

[3] No texto se lê: “Te propus a vida e a morte, a bênção e a maldição: escolhe, pois, a vida…”. Você diz: “O que poderia ser mais claro, do que dizer que o homem tem liberdade de escolha?”

[4] Entretanto, replico que você está cego!

[5] Quando Moisés disse “escolhe, pois, a vida”, porventura o povo israelita escolheu a vida? Se eles tivessem feito essa escolha, não teria havido necessidade das operações do Espírito Santo.

[6] Você diz: “É ridículo dizer a um homem, diante de dois caminhos, para ele ir pelo que lhe agrada, se apenas um dos caminhos estiver livre à sua frente”.

[7] Que ilustração tola! É verdade que nós estamos diante de uma bifurcação; porém os dois caminhos — e não somente um — estão fechados para nós.

[8] Somos incapazes de tomar o caminho que conduz ao bem, sem a graça de Deus. E nem mesmo podemos tomar o outro caminho, sem a permissão de Deus!

[9] Em Romanos 3.20, Paulo não diz: “Pela lei vem o pleno conhecimento da bondade”, nem: “Pela lei vem o pleno conhecimento da vontade”. Ele diz: “Pela lei vem o pleno conhecimento do pecado”.

[10] A lei não ensina o que os homens podem fazer, mas o que os homens devem fazer.

[11] Em seguida, você cita Deuteronômio sobre “escolher”, “desviar-se” e “observar”. Você diz que se as pessoas não têm realmente poder para fazer essas coisas, então os mandamentos são destituídos de significado.

[12] Uma vez mais, porém, todos esses mandamentos dizem o que as pessoas devem fazer e não o que podem fazer. Não são destituídos de significação. Têm por desígnio ensinar ao homem orgulhoso o quão impotente ele é.

[13] Você tenta ridicularizar essa posição com uma ilustração de um homem parcialmente amarrado e ainda capaz de escolher entre vinho e veneno.

[14] O que você está tentando provar com essa ilustração? Estará tentando provar a liberdade absoluta da vontade humana?

[15] Mas quão esquecido você é! Você já tinha dito que o “livre-arbítrio” nada pode fazer sem a graça de Deus.

[16] Você tentou ridicularizar a minha posição com a sua ilustração, porém deixe-me expor a minha posição com uma ilustração melhor: um homem com ambos os braços amarrados.

[17] Esse homem gaba-se de que é livre para mover seus braços para a direita e para a esquerda. Ordena-se então que ele mova um braço em certa direção — não para diversão, mas para provar sua incapacidade de obedecer.

[18] Nas Escrituras aprendemos que o homem não apenas está amarrado por Satanás, mas também iludido na crença de que é livre para fazer o que é direito.

[19] A lei de Moisés foi dada para mostrar aos homens que eles estão iludidos com sua liberdade imaginária.

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