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[1] Argumento 2 — Como Erasmo torce os textos.

[2] Você criou uma nova maneira de perder de vista o significado óbvio de um texto.

[3] Você insiste que os textos que se manifestam claramente contrários à ideia do “livre-arbítrio” devem ter alguma “explicação” que traga à tona o seu verdadeiro sentido.

[4] E nós devemos insistir que tal “explicação” só se torna necessária quando é absurdo manter o sentido literal de alguma passagem bíblica.

[5] Em todos os demais casos, devemos aceitar o sentido simples e natural das palavras, guiados pelas regras de gramática e de hábitos de linguagem que Deus criou entre os homens.

[6] Se agirmos de outro modo, nada mais restará sobre o que possamos ter qualquer certeza.

[7] Não basta afirmar que uma “explicação” deve ser necessária. Em cada caso, compete-nos indagar se existe a necessidade, ou se deve haver uma “explicação”.

[8] Se não puder ser provado que isso se faz necessário, nada se terá conseguido.

[9] Um exemplo de suas “explicações” é sua abordagem de Êxodo 4.21: “…eu lhe endurecerei o coração [de Faraó]…”.

[10] Você diz que essas palavras provavelmente significam: “Permitirei que o coração do Faraó seja endurecido”.

[11] E isso, segundo seu entender, porque algumas vezes dizemos algo como “eu te prejudiquei”, quando, na realidade, queremos dizer: “Não te corrigi, quando estavas errado”.

[12] Entretanto, o sentido daquelas palavras é óbvio e claro. Elas não precisam de qualquer “explicação”.

[13] A Palavra de Deus deve ser interpretada em seu sentido mais claro, conforme as próprias palavras transmitem.

[14] Não nos compete reescrever as palavras do Senhor segundo nossa conveniência.

[15] Ou então se abre espaço para “explicar” até mesmo “Deus criou os céus e a terra” como “Ele os pôs em seus devidos lugares, mas não os criou do nada”.

[16] Apoiar essa prática significaria que qualquer pessoa no mundo poderia tornar-se um teólogo, tão logo abra sua Bíblia.

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