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[1] Argumento 4 — O uso que Deus faz da natureza humana.

[2] Algumas pessoas talvez queiram saber como Deus produz em nós maus efeitos, endurecendo-nos, entregando-nos aos nossos desejos e levando-nos a praticar o erro. Devemos, entretanto, nos contentar com aquilo que a Bíblia nos diz.

[3] A minha resposta é que, à parte da graça da eleição, Deus trata com os homens em consonância com a natureza deles.

[4] Visto que a natureza deles é maligna e pervertida, quando Deus os impulsiona para que entrem em ação, seus atos são malignos e pervertidos.

[5] Imagine um homem que esteja andando em um cavalo com apenas duas ou três pernas saudáveis. Sua cavalgada corresponderá ao que seu cavalo é capaz. Se o cavalo vai mal, o que pode fazer o cavaleiro? O tal homem está cavalgando em companhia de homens com cavalos sãos; embora os demais estejam se saindo bem, seu cavalo estará limitado na sua enfermidade, enquanto não for curado.

[6] Portanto, você vê que quando Deus faz coisas através de homens maus, coisas más acontecem. O próprio Deus, entretanto, não pode fazer o mal.

[7] Deus é soberano. O homem ímpio é uma criatura de Deus, sujeito ao controle divino. Deus não suspende a sua soberania, só por causa da vileza do homem.

[8] O ímpio não pode alterar a sua condição. Como resultado, o homem não pode deixar de pecar e de continuar em seu caminho desviado, a menos que, e até que seja endireitado pelo Espírito de Deus.

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