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[1] Argumento 8 — A razão natural deve admitir a soberania da vontade de Deus.

[2] A razão natural precisa admitir que Deus seria uma divindade muito débil e patética se a sua presciência fosse indigna de confiança, e se pudesse ser contrariada pelos acontecimentos.

[3] Naturalmente, os homens objetarão ao pensamento que Deus — que é bom — os possa abandonar, endurecer e condenar, como se Ele tivesse prazer com os pecados e tormento eterno deles.

[4] Já tropecei, eu mesmo, nesse ponto por mais de uma vez, caindo no mais profundo poço de desespero, desejando nunca ter nascido. (Isso sucedeu antes de eu reconhecer quão saudável é esse desespero, e quão próximo ele está da graça divina.)

[5] Essa é a razão pela qual os homens têm tentado encontrar “explicações” e manter seus próprios raciocínios em detrimento do que é plenamente ensinado pela Palavra de Deus.

[6] Porém, mesmo que os raciocínios da incredulidade se sintam ofendidos, eles são forçados a admitir a soberania da vontade de Deus, ainda que a Bíblia não existisse, porquanto duas coisas estão gravadas na consciência dos homens — o fato de que Deus é soberano e que Ele conhece de antemão todas as coisas, sem exceção ou equívoco.

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