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[1] Argumento 7 — A abordagem de Erasmo sobre Romanos 9.15-33.

[2] Você está terrivelmente atormentado por essa passagem. Está determinado a defender o “livre-arbítrio” a qualquer preço, e assim acaba dizendo toda sorte de coisas contraditórias, especialmente acerca da presciência de Deus.

[3] Esclareçamos isso. Por exemplo, Deus sabia de antemão que Judas Iscariotes haveria de ser um traidor, portanto, Judas tinha de ser um traidor. Judas não tinha capacidade de agir de outro modo.

[4] Obviamente, Judas agiu espontânea e livremente, em harmonia com sua própria natureza.

[5] Deus sabia de antemão que Judas estava predisposto a agir e trouxe a ação dele à cena, no momento determinado.

[6] Em nada lhe ajuda falar sobre a chamada presciência humana, porquanto ela fica muito aquém da presciência perfeita de Deus.

[7] Sabemos, por exemplo, quando um eclipse acontecerá. Mas tal eclipse não acontece porque o previmos. Porém, quando Deus prevê alguma coisa, ela acontece porque Ele assim previra.

[8] Se você não aceita isso, mina todas as ameaças e promessas de Deus. Você nega o próprio Deus.

[9] Em dado momento, você teve o bom senso de admitir que Paulo ensina que Deus quer aquilo que prevê, e que aquilo obrigatoriamente acontece. Mas então você estraga tudo, dizendo que acha isso difícil de aceitar.

[10] Assim, tenta escapar dessa conclusão, afirmando que Paulo não explicou o ponto, mas somente repreendeu quem estava argumentando com ele (Rm 9.20).

[11] Não é essa a forma de manusear os textos sagrados. Um exame do texto mostrará que Paulo explica a questão.

[12] De fato, não teria havido razão alguma para a reprimenda se não houvesse pessoas argumentando contra sua explanação.

[13] Paulo cita Êxodo 33.19: “Farei passar toda a minha bondade diante de ti… terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia…”.

[14] Em seguida, o apóstolo explica que os atos divinos de misericórdia ou endurecimento não dependem da vontade do homem, mas exclusivamente de Deus.

[15] Paulo deixa claro que a presciência de Deus determina as ações realizadas pelos homens.

[16] Naturalmente, se tentarmos provar tanto a presciência de Deus como o “livre-arbítrio” humano ao mesmo tempo, teremos problemas — como tentar um número ser ao mesmo tempo nove e dez.

[17] A repreensão de Paulo se aplica àqueles que negam que ninguém possui “livre-arbítrio” e que tudo depende da vontade de Deus.

[18] É neste ponto que devemos adorar a majestade do Senhor e dizer: “faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mt 6.10).

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