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[1] Argumento 10 — A soberania de Deus e o “livre-arbítrio” não podem conviver.

[2] Temos aqui uma demonstração do seu raciocínio, Erasmo. Você diz: “No tocante à inquebrantável presciência de Deus, Judas foi fatalmente destinado a tornar-se um traidor; mesmo assim, Judas era capaz de mudar a sua vontade”.

[3] Você percebe o que está dizendo? Se você está certo, então Judas tinha a capacidade de alterar a presciência de Deus, fazendo-a indigna de nossa confiança.

[4] Entretanto, você não trata com o problema. Você age como um capitão que conduz o seu exército até ao campo de batalha, para então abandoná-lo quando sua ajuda é mais necessária!

[5] Você passa a falar sobre algo diferente — se a vontade do homem é perturbada pela soberania de Deus. Eu faço uma pergunta, mas você responde outra!

[6] Porém, não o deixarei escapar do anzol tão facilmente. Você precisa enfrentar seu próprio dilema.

[7] Como é que esses dois conceitos podem concordar: “Judas pode desejar não trair” e “Judas deve necessariamente desejar trair”?

[8] Não são duas ideias diretamente opostas e contraditórias?

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