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[1] Argumento 11 — A abordagem de Erasmo sobre Malaquias 1.2,3.

[2] Agora, precisamos voltar para o segundo dos dois textos que você admite que talvez dê apoio à minha posição sobre o “livre-arbítrio”, embora você realmente negue que assim seja.

[3] Qual é o seu argumento? Lemos em Gênesis 25.23: “E o mais velho servirá o mais moço”.

[4] E a sua “explicação” é algo como: “Corretamente compreendida, essa passagem não diz respeito à salvação; pois Deus pode querer que um homem seja um servo e um mendigo, sem que seja rejeitado para a salvação eterna”.

[5] Que mente escorregadia você tem, ao tentar escapar da verdade! Mas você não pode escapar.

[6] Pense no uso que Paulo fez desse texto, em Romanos 9.12,13. Estaria Paulo torcendo as Escrituras, ao mesmo tempo em que lançava os fundamentos da doutrina cristã? Certamente que não!

[7] Jerônimo ousou comentar: “As coisas têm uma força, nos escritos de Paulo, que não possuem em seu contexto original”. Jerônimo pode dizer tal coisa, mas isso não prova nada.

[8] Pessoas como Jerônimo nem compreendem Paulo e nem os trechos bíblicos por ele citados.

[9] Não posso concordar que Gênesis 25.21,23 refira-se somente a uma pessoa que serve à outra; contudo, suponhamos por alguns momentos que assim fosse; mesmo assim, podemos perceber que Paulo citou corretamente a passagem, para demonstrar que não havia mérito nem em Jacó nem em Esaú.

[10] Paulo estava discutindo se o que foi relatado a respeito deles foi obtido pelos méritos do “livre-arbítrio”; e mostra que não foi assim. Tudo fora determinado antes que eles nascessem.

[11] Os comentários de Paulo sobre Gênesis 25.23 não devem ser entendidos como se envolvessem mera questão de serviço humilde. Estão envolvidas questões de salvação eterna.

[12] Jacó fez parte do povo de Deus. A promessa feita a ele incluía tudo quanto pertence ao povo de Deus — a bênção, a Palavra, o Espírito Santo, a promessa e o reino eterno de Cristo.

[13] Isso é confirmado em Gênesis 27.27 e versículos seguintes.

[14] Por conseguinte, a nossa resposta a Jerônimo é que todas as passagens citadas pelos apóstolos têm mais força em seus contextos originais do que em seus comentários!

[15] Como em Malaquias 1.2,3, que Paulo também cita: “Eu vos tenho amado, diz o Senhor; mas vós dizeis: Em que nos tem amado? Não foi Esaú irmão de Jacó? disse o Senhor; todavia amei a Jacó, porém aborreci a Esaú; e fiz dos meus montes uma assolação…”.

[16] Você, Erasmo, tenta de três maneiras diferentes escapar do claro sentido dessas palavras.

[17] Na primeira, você diz que não podemos entender literalmente essas palavras, porque o amor e a ira de Deus diferem das paixões humanas.

[18] O amor e a ira de Deus não estão sujeitos a alterações; são eternos e imutáveis, fixados antes mesmo do “livre-arbítrio” ser considerado.

[19] Nem o amor nem a ira de Deus esperam reação humana; antes, antecedem-na.

[20] Você tenta reduzir Malaquias a bênçãos terrenas, mas isso não se sustenta pelo contexto.

[21] A passagem mostra que Deus é Senhor de todas as coisas, exigindo adoração total e não parcial.

[22] Sua terceira tentativa é dizer que o texto fala de judeus específicos amados e odiados, o que implicaria mérito humano.

[23] Você não compreende que a questão não é mérito ou decisão humana, mas a iniciativa soberana de Deus.

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