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[1] Argumento 12 — O oleiro e o barro.

[2] O terceiro texto que você diz que possivelmente dê apoio à minha posição é Isaías 45.9: “Ai daquele que contende com o seu Criador! E não passa de um caco de barro entre outros cacos. Acaso dirá o barro ao que lhe dá forma: Que fazes? Ou: A tua obra não tem alça”, ou como diz Jeremias 18.6: “Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel”.

[3] Obviamente, esses textos apoiam minha posição, mas você tenta diminuir a força deles, dizendo que o trabalho do oleiro refere-se às nossas experiências na vida terrena.

[4] Você sugere que quando o apóstolo Paulo usa esses textos, em Romanos 9, ele faz um acréscimo ao suposto sentido original deles, fazendo-os referir-se à eleição pessoal. Isso é caluniar a Paulo.

[5] Em seguida, você aumenta ainda mais sua confusão, ao referir-se a 2 Timóteo 2.20,21: “Ora, numa grande casa não há somente utensílios de ouro e de prata; há também de madeira e de barro. Alguns, para honra; outros, porém, para desonra…”

[6] Você afirma que Paulo estava escrevendo sobre o mesmo tema de Isaías 45.9, Jeremias 18.6 e Romanos 9.

[7] E passa a ridicularizar a ideia de um vaso de barro que se purifica a si mesmo.

[8] No entanto, diz que Paulo ordena ao vaso agir assim, e usa isso para concluir que o vaso representa os homens dotados de “livre-arbítrio”.

[9] A minha resposta é que Paulo, em 2 Timóteo 2.20,21, não estava aludindo ao mesmo tema, como nos outros textos.

[10] Estava usando uma cena doméstica a fim de ilustrar um tema totalmente diferente — a piedade pessoal do crente.

[11] Além disso, quem recebe ordens para agir não são meros vasos, e sim os crentes.

[12] Os crentes é que precisam purificar-se de tudo quanto desonra a Deus.

[13] No tocante aos vasos, alguns são honrosos e outros não, mas quem decide o uso que será dado a cada um deles é o proprietário dos mesmos, e não os próprios objetos.

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