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[1] Argumento 13 — A justiça de Deus.

[2] Agora você apela para o raciocínio humano. Não pode aceitar o direito que Deus tem de lançar os ímpios no fogo eterno.

[3] Pois, conforme você sugere, isso não é razoável, porque Deus criou os ímpios conforme eles são. E assim a verdade vem à tona!

[4] Você assume a mesma postura dos queixosos, que Paulo cita, em Romanos 9.19: “De que se queixa ele [Deus] ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade?”

[5] Isto posto, a razão humana demanda que Deus aja de acordo com as ideias humanas acerca do que é certo e do que é errado; e o Soberano que criou todas as coisas deve submeter-se à sua própria criação!

[6] Então, regras devem ser estabelecidas, pelas quais Deus só possa condenar aqueles que, segundo o nosso parecer, merecem ser condenados!

[7] Quando Deus salva aqueles que merecem a condenação, ninguém reclama. Mas, quando Deus os condena, ouve-se um grande protesto.

[8] Nisso se manifesta a perversidade do coração humano.

[9] Quando os homens raciocinam dessa maneira, eles estão deixando de louvar a Deus como Deus. Estão furtando de Deus o seu direito soberano.

[10] Se não poderemos compreender como um Deus justo pode salvar homens ímpios até que cheguemos ao céu, como entenderíamos que um Deus justo pode condenar os ímpios?

[11] Não obstante, a fé continuará a crer que assim sucede, até o dia em que o Filho do homem for revelado.

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