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[1] Argumento 1 — Gênesis 6.3: “O meu espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal”.

[2] Em primeiro lugar, você argumenta que a palavra “carnal”, neste verso, significa a fraqueza humana.

[3] Todavia, o sentido deste termo é o mesmo de 1 Coríntios 3.1-3, onde Paulo chama os coríntios de “carnais” ou “mundanos”. Paulo não está se referindo à fraqueza, mas à corrupção.

[4] No trecho citado, Moisés está se referindo a homens que se casavam movidos por mera concupiscência, os quais estavam enchendo a terra de violência, a ponto de o Espírito de Deus não mais suportá-los.

[5] Você observará que, nas Escrituras, sempre que a palavra “carne” é contrastada com a palavra “espírito”, ela significa tudo aquilo que se opõe ao Espírito de Deus.

[6] Somente quando a palavra “carne” é usada isoladamente é que se refere ao corpo físico.

[7] À vista disto, essa passagem tem o seguinte significado: “Meu Espírito, que está em Noé e em outros homens santos, repreende os ímpios através da Palavra pregada e através de suas vidas piedosas. Porém isso é inútil, pois os ímpios estão cegos e endurecidos pela carne; e quanto mais são julgados, piores se tornam”.

[8] Isto sempre acontece, e é óbvio que se os homens vão de mal a pior mesmo quando o Espírito de Deus opera entre eles, então são totalmente impotentes sem o Espírito.

[9] O “livre-arbítrio” não pode fazer nada além de pecar.

[10] Em seguida, você informa que o texto não se refere a todos os homens, mas somente àqueles que viveram naquela época. Mas tal interpretação não é válida, pois Cristo afirmou acerca de todos os homens: “O que é nascido da carne, é carne” (Jo 3.6).

[11] E Jesus sublinhou essa condição ao dizer: “Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3).

[12] Por fim, você assevera que o texto não salienta o juízo de Deus, mas a sua misericórdia. Porém, tudo quanto você precisa fazer é ler o que vem antes e depois do texto.

[13] Não pode haver dúvida de que estas são as palavras de um Deus indignado.

[14] Portanto, esse texto se opõe ao “livre-arbítrio” e demonstra que no homem não há poder para fazer o bem, mas somente para merecer o juízo de Deus.

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