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[1] Argumento 2 — Gênesis 8.21: “Porque é mau o desígnio íntimo do homem, desde a sua mocidade…” Ver também Gênesis 6.5: “Era continuamente mau todo desígnio do seu coração [do homem]”.

[2] Você procura esquivar-se do sentido evidente desse texto, ao dizer que há uma disposição para o mal na maioria das pessoas, mas que isso não lhes furta a liberdade da vontade.

[3] No entanto, Deus fala aqui sobre todos os homens e não somente acerca da maioria deles.

[4] Desde o dilúvio Deus está dizendo que não mais trataria os homens conforme eles merecem ser tratados. Se os tratasse assim, nenhum deles seria salvo.

[5] Tanto antes quanto após o dilúvio, Deus declarou que todos os homens são maus, e não apenas alguns deles.

[6] Você parece considerar o pecado no homem como coisa de pequena importância, como se fosse algo que pudesse ser facilmente corrigido.

[7] Entretanto, essa passagem está dizendo que toda a energia da vontade humana está em praticar o mal.

[8] Por que você não examina o texto hebraico original?

[9] Moisés de fato escreveu: “E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra, e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração” (Gn 6.5).

[10] Isso não é meramente uma tendência para o mal. Deus ensina que coisa alguma, senão a malignidade, é concebida ou imaginada pelo homem durante toda a sua vida.

[11] No entanto, você poderia retrucar: “Nesse caso, por que Deus dá ao homem tempo para arrepender-se, se o homem não é capaz de arrepender-se?”

[12] A resposta, conforme já reiteramos antes, é que o fato de Deus nos dar mandamentos não implica em capacidade para obedecer.

[13] Deus nos diz qual é nosso dever, não a fim de provar que podemos observá-lo, mas a fim de humilhar-nos, até que admitamos nossa incapacidade!

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