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[1] Argumento 5

[2] A doutrina da salvação pela fé em Cristo prova que o “livre-arbítrio” é falso.

[3] Em Romanos 3.21-25, Paulo proclama com toda a confiança: “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos e sobre todos os que crêem; porque não há distinção, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus; a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé…”

[4] Essas palavras são como raios contra a ideia do “livre-arbítrio”. Paulo faz distinção entre a justiça conferida por Deus e a justiça que vem mediante a observância da lei.

[5] O “livre-arbítrio” só poderia ser uma realidade se o homem pudesse ser salvo mediante a observância da lei. Não obstante, Paulo demonstra claramente que somos salvos sem dependermos, em absoluto, das obras da lei.

[6] Não importa o quanto possamos imaginar um suposto “livre-arbítrio”, capaz de praticar boas obras ou de tornar-nos bons cidadãos, Paulo continua asseverando que a justiça dada por Deus é de natureza inteiramente diferente.

[7] É impossível que o “livre-arbítrio” consiga resistir a assaltos de versículos como esses.

[8] Estes versículos desfecham ainda outro raio contra o “livre-arbítrio”. Neles, Paulo traça uma linha distintiva entre os crentes e os incrédulos (Rm 3.22).

[9] Ninguém pode negar que o suposto poder do “livre-arbítrio” é bem diferente da fé em Jesus Cristo. Mas sem fé em Cristo, conforme Paulo esclarece, ninguém pode ser aceito por Deus. E se alguma coisa é inaceitável para Deus, então é pecado. Não pode ser algo neutro. Por conseguinte, o “livre-arbítrio”, se existe, é pecado, visto que se opõe à fé e não redunda em glória a Deus.

[10] Romanos 3.23 constitui-se em mais outro raio. Paulo não diz: “todos pecaram, exceto aqueles que praticam boas obras mediante seu próprio “livre-arbítrio””. Não há exceções.

[11] Se fosse possível nos tornarmos aceitáveis diante de Deus através do “livre-arbítrio”, então Paulo seria um mentiroso. Ele deveria ter dado margem a exceções. No entanto, Paulo afirma, categoricamente, que em face do pecado ninguém pode realmente glorificar e agradar a Deus.

[12] Todo aquele que agrada ao Senhor deve saber que Deus está satisfeito com ele. Porém, a nossa experiência nos ensina que coisa alguma em nós agrada a Deus.

[13] Pergunte àqueles que defendem o “livre-arbítrio” se existe neles alguma coisa que agrada a Deus. Eles serão forçados a admitir que não existe. E é isto que Paulo claramente afirma.

[14] Até mesmo aqueles que acreditam no “livre-arbítrio” precisam concordar comigo que não podem glorificar a Deus, contando apenas com seus próprios recursos. A despeito de seu “livre-arbítrio”, eles têm dúvida se podem agradar a Deus.

[15] Assim, eu provo, com base no testemunho da própria consciência deles, que o “livre-arbítrio” não agrada a Deus. Apesar de todos os seus esforços e de seu empenho, o “livre-arbítrio” é culpado do pecado de incredulidade.

[16] Portanto, vemos que a doutrina da salvação pela fé é completamente contrária a qualquer ideia de “livre-arbítrio”.

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