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[1] O sétimo mandamento:
“Não furtarás”

[2] Em primeiro lugar aprendo aqui que não devo tomar os bens do meu próximo, nem possuí-los contra a sua vontade, seja abertamente ou às ocultas.

[3] Que não devo ser desleal ou desonesto ao agir, servir ou trabalhar, para que não obtenha o que é meu como um ladrão, mas me alimente no suor do meu rosto e coma meu próprio pão honestamente.

[4] Da mesma forma devo contribuir a que pelos pontos acima mencionados, não se tire do meu próximo o que é seu (assim como tampouco de mim mesmo).

[5] Aprendo também que, através desse mandamento, Deus resguarda e protege meus bens com cuidado paternal e grande seriedade.

[6] Pais proíbe que me roubem qualquer coisa. E onde isso não se cumpre, ele impôs o castigo, entregando a forca e a corda ao carrasco.

[7] E onde esse não puder, ele mesmo aplica o castigo, que por fim tenham que ficar mendigos; como se diz: Quem rouba quando jovem, vai mendigar na velhice.

[8] Da mesma forma: Bens ilegítimos não medram; e: Danosamente obtido, ruinosamente perdido.

[9] Por outro lado, agradeço por sua fidelidade e bondade de ter dado a mim e a todo o mundo tão bom ensinamento e assim também proteção e tutela. Porque, onde ele não protege, não fica dentro de casa sequer um centavo nem pedaço de pão.

[10] Em terceiro lugar, confesso todo meu pecado e ingratidão com que, em toda minha vida, fiz injustiça a alguém ou com ele fui desonesto, passando-o para trás, e assim por diante.

[11] Em quarto lugar, peço que conceda a graça de que eu e todo mundo não deixemos de aprender e de levar em consideração esse seu mandamento.

[12] Que por ele também melhoremos, para que diminuam furto, roubo, exploração, fraude e injustiça.

[13] E que em breve, com o dia final, para o qual urge a oração de todos os santos e criaturas (Romanos 8.18ss), isso tudo tome um fim. Amém.

VCirculi

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