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[1] Ele me encheu de palavras de verdade, para que eu fale o mesmo.

[2] E como o fluxo das águas, a verdade flui da minha boca, e meus lábios manifestam seu fruto.

[3] Ele fez seu conhecimento abundar em mim, porque a boca do Senhor é a Palavra verdadeira e a porta de sua luz.

[4] E o Altíssimo a deu às suas palavras, que são intérpretes de sua própria beleza, repetidoras de seu louvor, confessadoras de seu conselho, arautos de seu pensamento e disciplinadoras de seus servos.

[5] Pois a rapidez da Palavra é inexprimível, e, como sua expressão, assim são sua rapidez e sua força.

[6] Seu curso não conhece limite. Nunca falha, mas permanece firme, e não conhece descida nem seu caminho.

[7] Pois como é sua obra, assim é seu fim: ela é luz e aurora do pensamento.

[8] E por ela os mundos falam uns aos outros; e na Palavra estavam aqueles que eram silenciosos.

[9] E dela vieram amor e concórdia; e falaram uns aos outros tudo o que lhes pertencia; e foram penetrados pela Palavra.

[10] E conheceram Aquele que os fez, porque estavam em concórdia; pois a boca do Altíssimo lhes falou, e sua explicação correu por meio dela.

[11] Pois a morada da Palavra é o homem, e sua verdade é amor.

[12] Benditos são aqueles que por meio dela entenderam tudo e conheceram o Senhor em sua verdade. Aleluia.

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