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[1] O nome de Deus Pai não havia sido revelado a ninguém. Até mesmo Moisés, que o havia interrogado justamente sobre esse ponto, ouviu um nome diferente.

[2] A nós, porém, ele foi revelado no Filho, pois o Filho é agora o novo nome do Pai.

[3] “Eu vim”, diz ele, “em nome de meu Pai”.

[4] E novamente: “Pai, glorifica o teu nome”.

[5] E, de modo ainda mais claro: “Manifestei o teu nome aos homens”.

[6] Portanto, é esse nome que pedimos que seja santificado.

[7] Não que convenha aos homens desejar algum bem a Deus, como se houvesse outro por meio de quem se pudesse desejar-lhe bem, ou como se ele sofresse algum dano caso assim não o fizéssemos.

[8] Evidentemente, convém universalmente que Deus seja bendito em todo lugar e em todo tempo, por causa da lembrança de seus benefícios, sempre devidos à gratidão de todo ser humano.

[9] Mas esta petição também tem valor de bênção.

[10] Pois, de outro modo, quando é que o nome de Deus não é santo e não é santificado por si mesmo, visto que é ele próprio quem santifica todos os demais?

[11] É a ele que aquele círculo ao redor de anjos não cessa de dizer: “Santo, santo, santo”.

[12] De igual modo, também nós, candidatos à condição angélica, se tivermos êxito em nos tornar dignos dela, começamos já aqui na terra a aprender de cor esse cântico que, mais tarde, será elevado a Deus, bem como o ofício da glória futura.

[13] Até aqui, quanto à glória de Deus.

[14] Por outro lado, quanto à nossa própria petição, quando dizemos: “Santificado seja o teu nome”, rogamos isto: que ele seja santificado em nós, que estamos nele, e também em todos os demais por quem a graça de Deus ainda espera.

[15] Assim, obedecemos também a este preceito: orar por todos.

[16] Até mesmo por nossos inimigos pessoais.

[17] E, por isso, suspendendo a expressão e não dizendo: “Seja santificado em nós”, dizemos: “em todos”.

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