[1] Venha o teu reino também se refere àquilo a que se liga o “seja feita a tua vontade” — isto é, em nós.
[2] Pois quando é que Deus não reina, Ele em cuja mão está o coração de todos os reis?
[3] Mas tudo o que desejamos para nós mesmos, isso pedimos para Ele; e a Ele atribuímos aquilo que dEle esperamos.
[4] Portanto, se a manifestação do reino do Senhor pertence à vontade de Deus e à nossa ansiosa expectativa, como é que alguns oram para que esta era se prolongue, se o reino de Deus, cuja vinda pedimos em oração, tende justamente à consumação desta era?
[5] O nosso desejo é que o nosso reinado seja apressado, e não que a nossa servidão seja prolongada.
[6] E, ainda que na Oração não tivesse sido prescrito que devêssemos pedir a vinda do reino, nós, mesmo sem essa ordem, teríamos espontaneamente levantado esse clamor, apressando-nos para a realização da nossa esperança.
[7] As almas dos mártires, debaixo do altar, clamam com ardor ao Senhor: “Até quando, Senhor, não vingarás o nosso sangue dos que habitam sobre a terra?”
[8] Pois, evidentemente, a vingança deles está determinada para o fim desta era.
[9] Sim, Senhor, venha com toda rapidez o teu reino — oração dos cristãos, confusão dos pagãos, exultação dos anjos.
[10] É por causa dele que sofremos; antes, melhor dizendo, é por causa dele que oramos.

