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[1] Para completar uma oração tão breve, Ele acrescentou ainda isto: para que supliquemos não apenas a remissão, mas o afastamento completo dos atos de culpa: “E não nos conduzas à tentação”; isto é, não permitas que sejamos levados a ela por aquele que tenta.

[2] Longe, porém, esteja a ideia de que o Senhor pareça tentar alguém, como se ignorasse a fé de uma pessoa, ou como se desejasse derrubá-la.

[3] A fraqueza e a malícia são próprias do diabo.

[4] Pois Deus ordenou até mesmo a Abraão que oferecesse seu filho em sacrifício, não para tentá-lo, mas para provar a sua fé, a fim de, por meio dele, deixar um exemplo daquele seu preceito segundo o qual haveria, mais adiante, de ordenar que ninguém tivesse como mais precioso qualquer vínculo de afeto do que o próprio Deus.

[5] O próprio Senhor, quando foi tentado pelo diabo, demonstrou quem é aquele que preside sobre a tentação e quem é o seu originador.

[6] Esta passagem Ele confirma com outras posteriores, dizendo: “Orai, para que não entreis em tentação”.

[7] Contudo, eles foram tentados, como mostraram ao abandonar o seu Senhor, porque cederam mais ao sono do que à oração.

[8] Portanto, a cláusula final está em harmonia com isso e interpreta o sentido de “E não nos conduzas à tentação”; pois esse sentido é: “Mas livra-nos do Maligno”.

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