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[1] Mas o que farão os servos crentes, ou os filhos? E também os oficiais, quando estiverem a serviço de seus senhores, patronos ou superiores, no momento em que estes sacrificam?

[2] Ora, se alguém tiver entregado o vinho a um sacrificador, ou ainda, se por uma única palavra necessária ao sacrifício, ou pertencente a ele, o tiver auxiliado, será tido como ministro da idolatria.

[3] Lembrados desta regra, podemos prestar serviço até mesmo a magistrados e autoridades, segundo o exemplo dos patriarcas e dos outros antepassados, que obedeceram a reis idólatras até o limite em que não incorressem em idolatria.

[4] Daí surgiu, muito recentemente, uma discussão: se um servo de Deus deveria assumir a administração de alguma dignidade ou poder, caso pudesse, seja por alguma graça especial, seja por habilidade, conservar-se íntegro e livre de toda espécie de idolatria.

[5] Isso segundo o exemplo de José e Daniel, que, puros de idolatria, exerceram tanto dignidade quanto poder, revestidos das insígnias e da púrpura do governo sobre todo o Egito ou a Babilônia.

[6] Concedamos, portanto, que seja possível a alguém desempenhar, em qualquer cargo, apenas sob o nome do ofício, sem sacrificar nem emprestar sua autoridade aos sacrifícios.

[7] Que não arrende vítimas para os sacrifícios; que não encarregue outros do cuidado dos templos; que não administre seus tributos; que não ofereça espetáculos às suas próprias custas nem às custas públicas, nem presida à sua realização; que não faça proclamação nem edito para qualquer solenidade; que nem sequer preste juramentos.

[8] Além disso — e isso entra no campo do poder — que não se assente em juízo sobre a vida ou o caráter de ninguém, embora talvez se pudesse tolerar que julgasse questões de dinheiro.

[9] Que não condene nem determine previamente a condenação; que não prenda ninguém, nem encarcer e, nem torture ninguém — se é crível que tudo isso seja possível.

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