[1] Naquela última seção, pode parecer que também já se tenha dado uma decisão a respeito do serviço militar, que se situa entre a dignidade e o poder.
[2] Mas agora se levanta uma investigação sobre este ponto: se um crente pode entregar-se ao serviço militar, e se os militares podem ser admitidos à fé, inclusive os soldados rasos ou qualquer grau inferior, para os quais não há necessidade de tomar parte em sacrifícios ou em punições capitais.
[3] Não há concordância entre o sacramento divino e o humano, entre o estandarte de Cristo e o estandarte do diabo, entre o acampamento da luz e o acampamento das trevas.
[4] Uma só alma não pode pertencer a dois senhores — Deus e César.
[5] E, no entanto, Moisés carregou uma vara, Arão usou um ornamento preso à veste, João Batista cingiu-se de couro, e Josué, filho de Num, conduziu uma marcha; e o povo guerreou, se isso vos agrada como argumento.
[6] Mas como guerreará um homem cristão, ou melhor, como servirá mesmo em tempo de paz, sem espada, a qual o Senhor tirou?
[7] Pois, embora soldados tenham vindo a João e tenham recebido a regra de sua conduta; embora também um centurião tenha crido; ainda assim, o Senhor, depois, ao desarmar Pedro, desatou o cinturão de todo soldado.
[8] Nenhuma veste é lícita entre nós, se estiver associada a alguma ação ilícita.

