[1] Da mesma forma, aquele que foi iniciado em Cristo não aceitará ser abençoado em nome dos deuses das nações, para não deixar de rejeitar sempre essa bênção impura, e depois ter de purificá-la para si mesmo, convertendo-a para Deus.
[2] Ser abençoado em nome dos deuses das nações é ser amaldiçoado em nome de Deus.
[3] Se eu tiver dado uma esmola, ou praticado qualquer outro ato de bondade, e aquele que a recebeu rogar que seus deuses, ou o Gênio da colônia, sejam favoráveis a mim, minha oferta ou meu ato se tornará imediatamente uma honra aos ídolos, em cujo nome ele me retribui com a bênção.
[4] Mas por que ele não deveria saber que eu fiz isso por amor de Deus, para que antes Deus seja glorificado, e não os demônios honrados naquilo que fiz por causa de Deus?
[5] Se Deus vê que eu o fiz por causa d’Ele, também vê igualmente que não quis mostrar que o fiz por causa d’Ele e, de certo modo, fiz de Seu preceito um sacrifício aos ídolos.
[6] Muitos dizem: “Ninguém deve revelar a si mesmo”; mas eu penso que tampouco deve negar a si mesmo.
[7] Pois todo aquele que dissimula, seja qual for a circunstância, ao ser tido como pagão, nega a si mesmo.
[8] E, certamente, toda negação é idolatria, assim como toda idolatria é negação, quer em atos, quer em palavras.

