Aviso ao leitor
O texto frequentemente chamado de - Targum Jonathan de Josué - é uma antiga tradução aramaica interpretativa do livro hebraico de Josué, pertencente ao Targum Jonathan dos Profetas — especificamente aos chamados Profetas Anteriores. Diferentemente dos volumes do Pentateuco identificados mais precisamente como Pseudo-Jonathan, neste caso a designação Targum Jonathan é tradicionalmente adequada. A obra acompanha o relato bíblico, mas pode apresentar paráfrases, esclarecimentos e interpretações próprias da tradição judaica antiga. Não constitui um livro bíblico independente nem integra, como obra separada, os cânones protestante, católico romano ou ortodoxo.
ATENÇÃO
O Targum Jonathan sobre Josué deve ser lido com atenção crítica especial, pois não é uma tradução neutra no sentido moderno, mas um Targum aramaico dos Profetas (Nevi’im) transmitido dentro da tradição interpretativa judaica. Diferentemente do caso do Pentateuco, aqui a designação “Targum Jonathan” é apropriada: trata-se do targum tradicionalmente associado aos Profetas, e não do problema de nomenclatura visto no chamado “Targum Jonathan” da Torá. Além disso, mesmo quando acompanha de perto o texto-base, o targum ainda incorpora mediações exegéticas, reformulações e expansões interpretativas próprias da tradição rabínica.
Sua preservação nesta biblioteca se dá por alto valor histórico, linguístico, exegético e crítico, especialmente para compreender como o livro de Josué foi recebido, traduzido e interpretado no judaísmo antigo. Recomenda-se leitura com discernimento, cautela e consciência de seu caráter tradutivo-interpretativo, distinguindo entre o texto hebraico base, a mediação aramaica targúmica e os ajustes próprios da tradição interpretativa judaica.
[1] E a sorte dos filhos de José saiu desde o Jordão, junto a Jericó, até as águas de Jericó, a leste, seguindo pelo deserto que sobe de Jericó pela região montanhosa até Betel.[2] E saía de Betel para Luz e passava até o território dos arquitas, em Atarote.[3] Depois descia para o oeste até o território dos jafletitas, até o território de Bete-Horom de Baixo e até Gezer; e suas extremidades terminavam no mar.[4] Assim receberam sua herança os filhos de José, Manassés e Efraim.[5] E este foi o território dos filhos de Efraim, segundo suas famílias: o limite de sua herança, a leste, ia desde Atarote-Adar até Bete-Horom de Cima.[6] E o limite saía para o oeste, ao norte de Micmetate; depois o limite contornava para o leste até Taanate-Siló e passava por ela, a leste, até Janoa.[7] E descia de Janoa até Atarote e Naarata, encontrava Jericó e saía no Jordão.[8] Desde Tapua, o limite seguia para o oeste até o ribeiro de Caná, e suas extremidades terminavam no mar. Esta foi a herança da tribo dos filhos de Efraim, segundo suas famílias.[9] Havia também cidades separadas para os filhos de Efraim dentro da herança dos filhos de Manassés, todas essas cidades com seus povoados.[10] Porém não expulsaram os cananeus que habitavam em Gezer. Assim, os cananeus permaneceram no meio da casa de Efraim até este dia e se tornaram trabalhadores sujeitos a tributos.

