Aviso ao leitor
O texto frequentemente chamado de - Targum Jonathan de Levítico - é mais precisamente identificado como Targum Pseudo-Jonathan de Levítico, também relacionado à tradição do Targum Jerusalém. Não deve ser confundido com o Targum Jonathan propriamente dito, cuja designação histórica se refere aos livros dos Profetas. Trata-se de uma tradução aramaica interpretativa e expansiva do Levítico hebraico, incorporando paráfrases, explicações legais, tradições sobre culto, sacerdócio e pureza, além de interpretações judaicas desenvolvidas ao longo de sua transmissão textual. Não constitui um livro bíblico independente nem integra, como obra separada, os cânones protestante, católico romano ou ortodoxo.
ATENÇÃO
O texto frequentemente chamado de Targum Jonathan sobre Levítico deve ser lido com atenção crítica redobrada, pois essa designação é, em geral, imprecisa no caso do Pentateuco. No contexto da Torá, esse nome costuma se referir ao Targum Pseudo-Jônatas, cuja designação original era Targum Yerushalmi; o título “Targum Jonathan” passou a circular por causa de um erro de transmissão/impressão na tradição posterior. Além disso, trata-se de um targum muito mais expansivo que o Onkelos, incorporando material aggádico e desenvolvimentos interpretativos que vão além de uma tradução literal.
Sua preservação nesta biblioteca se dá por alto valor histórico, linguístico, exegético e crítico, especialmente para compreender como Levítico foi traduzido, ampliado e relido na tradição judaica. Recomenda-se leitura com discernimento, cautela e consciência de seu caráter tradutivo-interpretativo, distinguindo entre o texto hebraico base, a mediação aramaica targúmica e os acréscimos próprios da tradição rabínica.
[1] E o Senhor falou com Moisés, dizendo:[2] Fala com os filhos de Israel, dizendo: Quando uma mulher conceber e der à luz um filho do sexo masculino, ficará impura durante sete dias; como nos dias do afastamento causado por sua impureza, assim ficará impura.[3] Mas, no oitavo dia, ela será liberada, e seu filho será circuncidado na carne de seu prepúcio.[4] E terá trinta e três dias contínuos para a purificação de todo o sangue; porém não tocará nas coisas sagradas nem entrará no santuário até que se completem os dias de sua purificação.[5] E, se der à luz uma filha, ficará impura durante catorze dias contínuos, conforme a lei de seu afastamento; e, no décimo quinto dia, será liberada. Porém terá sessenta e seis dias contínuos para a purificação completa do sangue.[6] E, quando se completarem os dias de sua purificação pelo filho ou pela filha, levará ao sacerdote, à entrada do Tabernáculo da Ordenança, um cordeiro de um ano como holocausto e um pombinho ou uma rola como oferta pelo pecado.[7] E o sacerdote o oferecerá diante do Senhor e fará expiação por ela; então será purificada das duas fontes de seu sangue. Esta é a lei da purificação daquela que der à luz um filho ou uma filha.[8] Mas, se seus recursos não forem suficientes para trazer um cordeiro, trará duas rolas ou dois pombinhos: um como holocausto e o outro como oferta pelo pecado; e o sacerdote fará expiação por ela, e ela ficará pura.

